Existe hoje uma divisão profunda na gastronomia. De um lado, profissionais formados em escolas de excelência: mestres de confeitaria, chefs de Relais & Châteaux, cozinheiros de 5 estrelas, equipes Michelin, campeões do WorldSkills, especialistas treinados em escolas credenciadas na suíças, francesas, alemãs. Gente que domina fermentação, cristalização, emulsões, microbiologia, engenharia de texturas, tecnologia alimentar e arquitetura de receita. Profissionais que tratam o ofício como ciência aplicada. Do outro lado, cresce uma nova vitrine que não foi construída em laboratórios, estágios duros, brigades reais ou bancadas quentes. Ela nasce em estúdios de TV, mídias sósias, vídeos curtos, campanhas de marketing e concursos patrocinados. Aqui, a confeitaria vira entretenimento. O critério não é técnica: é engajamento. O produto não precisa durar, nem ser estável, nem seguir princípios químicos. Ele precisa apenas “aparecer” e vender a ideia de facilidade. O problema nã...
A Ciência por trás da Panificação, Confeitaria, Chocolate e Sorvetes