Havia um velho padeiro que guardava as receitas clássicas como quem protege um tesouro. Não por nostalgia, mas por respeito. Para ele, cada receita era uma cápsula do tempo. Resultado de uma época, de uma família, de um povo que havia transformado aquele prato em tradição. Um dia, sentado diante do forno, ele se perguntou: Para que servem as receitas, se hoje cada um faz o que quer? Pensou em Antonio, o criador do Panettone, e sorriu sozinho. Se ele soubesse no que o “pão do Toni” se transformou de pão festivo a "sobremesatone" talvez estivesse girando no túmulo como massa na batedeira. E não era só o Panettone. Carbonara com creme de vinho. Feijoada com abacaxi e mirtilo. Brigadeiro sem gosto de brigadeiro. Churrasco temperado como se fosse frango de forno. Receitas clássicas sendo reescritas como se a história fosse um rascunho. O padeiro não era contra criatividade. Criatividade para ele era como fermento: levanta tudo, desde que usada com equilíbrio. O problema é...
A Ciência por trás da Panificação, Confeitaria, Chocolate e Sorvetes