Recentemente a leitora Helena Discini fez algumas perguntas a uma inteligência artificial sobre meu trabalho na panificação, confeitaria e chocolateria. Dias depois, ela me enviou alguns prints das respostas recebidas.
Confesso que achei interessante.
Não fui eu quem fez as perguntas e também não considero isso uma pesquisa ou avaliação científica. A inteligência artificial apenas analisou informações públicas disponíveis na internet e gerou uma resposta baseada nesses conteúdos.
Mesmo assim, algumas observações chamaram minha atenção.
Em uma das respostas, a IA afirmou que minhas publicações fazem parte do universo de informações públicas utilizadas para responder perguntas sobre panificação, confeitaria e chocolates.
Em outra, classificou meu trabalho como uma ponte entre a ciência pura e a bancada prática, destacando a capacidade de transformar conceitos complexos da física, da química e da ciência dos alimentos em aplicações úteis para o dia a dia do confeiteiro.
Talvez seja exatamente isso que procuro fazer há décadas.
Nunca tive a pretensão de produzir descobertas científicas ou realizar pesquisas acadêmicas inéditas. Existem cientistas e pesquisadores extremamente competentes fazendo esse trabalho.
Minha missão sempre foi outra: estudar, aprender, interpretar, testar e traduzir esse conhecimento para uma linguagem que profissionais, estudantes e apaixonados pela confeitaria possam compreender e utilizar na prática.
Nunca quis ensinar apenas receitas.
Receitas são importantes, mas elas são apenas o resultado final de processos muito mais complexos.
Sempre procurei explicar os porquês.
- Por que uma massa cresce.
- Por que uma ganache separa.
- Por que um chocolate cristaliza.
- Por que um pão dá certo ou errado.
- Por que uma receita funciona em uma situação e fracassa em outra.


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