Uma aula: Mistura de ingredientes
Todo produto de
confeitaria é resultado da mistura de diferentes matérias-primas e,
por isso, é essencial que você saiba misturar os ingredientes de
maneira correta. Através de misturas e emulsões corretas,
são criadas reações químicas que resultam em:
-
Viscosidade do produto;
-
Volume (como chantilly ou claras em neve);
-
Elasticidade da massa;
-
Harmonização da massa, melhor assimilação de ingredientes, melhor distribuição dos
-
ingredientes e massas;
-
Mistura correta entre claras em neve com outras partes da massa;
-
Tempo certo (timing) de mistura, como, por exemplo, para ativação do glúten.
Alguns tipos de
matéria-prima são fáceis de misturar; outros já precisam de um
conhecimento mais profundo para serem misturadas com sucesso. Pode
ser muito fácil pesar e misturar alguns ingredientes para fazer um
bolo ou um pão. O difícil são os processos físicos como, por
exemplo, bater o chantilly ou os processos químicos utilizando
mediadores enzimáticos e biológicos como, por exemplo, a
fermentação de um pão. Nos QUADROS seguintes, apresentaremos
alguns processos físicos e
químicos que são bastante utilizados na confeitaria.
Curiosidades:
Um bom confeiteiro sabe a hora certa de ativar e parar uma reação
química ou
um
processo físico em uma mistura.
Esses são os
verdadeiros desafios de um confeiteiro.
Ao
fazermos a mistura dos ingredientes, deparamos com dois grandes
sistemas: mistura homogêna
e mistura heterogênea. Misturas homogêneas são denominadas
soluções, cujo tamanho das moléculas a serem dispersas é menor
que 1 nanômetro. Do ponto de vista prático, consideramos que as
soluções são formadas por uma única fase, ou seja, totalmente
uniforme. Já nas misturas heterogêneas, são formadas por duas ou
mais fases; também do ponto de vista prático, é possível
distinguir os seus diferentes componentes, seja a olho nu, como, por
exemplo, água e óleo, ou
utilizando aparelhos como centrifugadores, que, por exemplo, separam
gorduras e proteínas presentes
no leite.
Já
a suspensão é um tipo de mistura heterogênea, que tem partículas
dispersas com diâmetro maior que 100 nanômetros. Nesse tipo de
mistura, existe a fase externa - que normalmente é um líquido ou
semissólido - e a fase interna, formada por partículas sólidas
insolúveis na parte externa. Esse tipo de sistema apresenta muitos
detalhes com relação à formulação, estabilidade e embalagem.
Outro exemplo de mistura heterogêna seria a emulsão que existe
entre dois líquidos imiscíveis, por exemplo, óleo e água. Porém,
a estabilidade da emulsão é garantida com o uso de agentes
emulsificantes, geralmente substâncias tensoativas. Tanto na mistura
homogênea quanto na
mistura heterogênea conseguimos separar as substâncias por um
processo físico ou mecânico.
Veja,
no QUADRO 2, algumas definições importantes.
Fique
atento:
Para
satisfazer o cliente, você precisa entender o que ele deseja,
definir o produ-
to
antecipadamente e considerar os princípios envolvidos na criação e
desenvol-
vimento
da receita, para garantir a estrutura, consistência e textura do
produto.
A
receita deve ser a consequência do desejo do cliente!
Trecho do curso de confeitaria/chocolateria international do Chef Carlo Mockli.
Mais informações:



Comentários
Postar um comentário