Olha só, que legal! Uma nova definição do que é considerado chocolate.
O
Senado do Brasil está considerando uma nova definição do que é
considerado chocolate, que será bem mais nítida do que tem sido até
agora. Isso vai melhorar em muito a qualidade do chocolate no Brasil,
o que pode levar a uma maior demanda por amêndoas de cacau e
aumentar as receitas para os produtores de cacau do Brasil.
Atualmente o chocolate produzido e vendido no Brasil contêm pelo
menos 25% de cacau. Segundo a nova proposta PLS 93/2015 da senadora
Lídice da Mata, a quantidade mínimo deve ser elevada para 35% de
cacau. Portanto, chocolate será definido como um produto feito com
cacau e açúcar, que contenha o um teor mínimo de 35% de cacau, dos
quais pelo menos 18% de manteiga de cacau e 14% de sólidos de cacau
sem gordura. Para o chocolate ao leite o teor mínimo de cacau deve
ser de 25%.
Nova
declaração
Além
disso, a declaração obrigatória deve ser alterada. Até agora,
cerca de metade dos produtos de chocolate mais vendidos no Brasil não
tenha a quantidade de cacau especificada. No futuro, esta informação
deve ser obrigatória. Os produtos com menos de 20% de cacau e
adições como nozes, mel, entre outros, deverão ter a seguinte
declaração na embalagem: "Segundo as leis brasileiras, este
produto não é chocolate." Com essa nova lei o Brasil ficará
mais perto do conceito europeu do que é chocolate e isso vai
melhorar a posição dos produtores brasileiros no mercado mundial.
Sempre
acreditei que isso iria acontecer um dia e que o Brasil tem o
potencial de produzir o melhor chocolate do mundo no futuro.

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